
Não sei se meu signo tem a ver com isso...Mas eu não gosto de injustiças.
Não sei o que me faz dizer aquilo que EU penso e não o que querem que eu pense. As vezes, eu sou mal interpretada, por isso. Fazer o que ? Nothing!:p
Há exato 1 mês eu tô com uma Reflexão em mente.
Como de costume, eu tento sempre ver uma situação por mais de um ângulo, me colocando no lugar das pessoas para tentar 'medir' como elas sentiram, porque reagiram de tal forma, o que possam ter pensado etc e tal...
Esse é um exercício que eu me dou ao trabalho de fazer sempre. E talvez seja por isso que eu seja rodeada por pessoas tão diversas, tão multifacetadas, tão...ESPECIAIS!
Eu percebo algumas coisas no ser humano e fico refletindo sobre aquilo. Ou para acrescentar algo em mim que está faltando, ou para equilibrar algum sentimento, ou para eliminar de mim, pq acho feio nos outros.
Uma das coisas que mais me incomada é a Rotulação.
'Fulano é Chato!' - Pronto! Nada mais que esse fulano faça ou fale, é encarado como algo inteligente, plausível. E sim, como 'maaaais uma do fulanooo'...A maioria (sempre a maioria, claro) não perdoa. Fulano pode ter acertado dessa vez em cheio! Ah, mas como é o fulano (o chato), deixa pra lá.
Eu não concordo com isso.
Eu acho que os seres humanos precisam ser reconhecidos não só por seus 'defeitos', mesmo os mais gritantes. Eu reconheço e valorizo as QUALIDADES das pessoas. Aquilo que elas tem de bom.
E acreditem: TODOS* tem algo de positivo a acrescentar em nossa vida.
Se essa pessoa não estiver adoecida pelo mundo, grau tarja preta*, ela ainda tem lucidez para me acrescentar alguma coisa.
(PAUSA: Quando eu falo 'tarja preta' não me refiro a remédios propriamente e sim, a pessoas seriamente adoecidas)
Se ela adoeceu, aí sou eu que preciso estar disposta a acrescentar ou a me retirar.
De alguns, confesso que eu me retiro. Eu simplesmente elimino o contato com algumas pessoas grau tarja preta.
Inclusive, se são 'transeuntes do mundo virtual'.
Daí que eu não entendo certas coisas. O ser humano é deveras contraditório mesmo.
Termino com um texto de Andrea Scapeli, que acho perfeito para reflexão:
Todo mundo está certo. Todo mundo está errado. Tudo acontece ao mesmo tempo mas de forma diferente. É curioso como às vezes nós somos hipnotizados pelos nossos próprios egos e acreditamos que é o mundo que está errado, ficamos abismados com nosso tão absoluto senso de julgamento, e por fim, cegos para com a verdade; não há verdade. Há sinceridade quanto a crenças, e julgamentos, mas não há verdades. Obviamente, quando você toma ciência disso você se torna uma pessoa mais flexível, pois consegue distinguir “verdades dos outros” das “suas verdades” e entender melhor o que realmente se passa ao seu redor. Enquanto você não for capaz de entender isso, acreditará fielmente que a sua visão de mundo resolveria todos os problemas dele, e estará certo de que a sua “verdade” deve ser imposta aos outros, para o próprio bem da humanidade.
É assim que começam as discussões inúteis, entre pessoas com verdades diferentes mas com o mesmo prazer de impô-las como absolutas. Nessa briga, no máximo um sai ganhando, caso o mais “fraco” compre a opinião alheia pelo simples fato de não poder mais sustentar a própria opinião, prevalecendo assim a “visão de mundo” do mais “forte”. Já quando uma boa discussão entre duas pessoas com alto nível de autoconhecimento acontece, por mais que divergentes as opiniões, ambas saberão sempre aproveitar a experiência da “visão de mundo” do outro para acrescentar na própria, criando então uma harmonia, mesmo que, não cheguem a uma conclusão comum, estarão cada vez mais próximas da mesma.
Eu vejo todos os dias pessoas com um senso de certo e errado tão próximo da perfeição da idéia “não faça com os outros o que não quer que façam com você”, vivendo suas vidas com uma plenitude bela e romântica, mas abstraídos da real condição do mundo, e indignados que esse mesmo mundo não entenda que essa é a melhor forma de se viver. São pessoas boas de coração, porém pouco sábias por não entenderem que não são só com flores que se abastece o mundo. Essas mesmas pessoas, que aqui julgo, a partir da minha “verdade”, como pessoas boas de coração, porém cabeça-duras, se aproximam da rigidez intelectual das aproveitadoras, sem caráter e sádicas, dois extremos inflexíveis decidindo no cara e coroa quem está certo. Em um jogo cujo só um pode sair vitorioso.
Fica então claro, que como na biológica, a evolução do pensamento só acontece realmente quando há a troca harmônica de opiniões. Quando não há essa troca, ocorre o contrário, uma estagnação, ou até pior, uma involução intelectual, onde o mesmo pensamento limitado permanece e se torna “verdade” por mais tempo do que deveria. É só olhar ao seu redor e notar as pessoas que realmente se deram bem na vida, elimine as que tiveram algum tipo de ajuda “divina” ou “sorte”. Você verá pessoas, na maioria, flexíveis, pessoas com opiniões formadas, porém, acima de tudo, abertas a ao aprimoramento de suas “verdades”. São pessoas que entenderam que o cara e coroa não serve para decidir quem fala por último, mas sim quem expressa primeiro seu ponto de vista. Se você acha que está sempre certo e que vai ser com cabeçadas que convencerá o mundo, prepare-se para uma boa, e eterna, dor de cabeça. Também comece a colecionar trevos da sorte, vai precisar.
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