
Hoje eu não poderia passar por aqui sem falar sobre a Caça Ilegal dos Elefantes.
Assistindo ontem ao Globo Repórter, novamente chorei...
Chorei pela ganância do homem, chorei pelo desrespeito à vida humana.
E também chorei emocionada em ver o amor dos quenianos pelos bebês elefantes órfãos.
Os bebês são resgatados após perderem a mãe, abatida por caçadores para retirada de suas presas (Marfim). Tudo isso é feito , sem dó, na frente do filhote que lógico, fica traumatizado. Para tudo isso o meu ''blergh!'' sonoro!
Indololo era um elefantinho com problemas de visão. Após vermos todo o o carinho com que foi recebido pelos tratadores e por seus novos companheiros, ele não resistiu...
Talvez ele tenha desistido de viver. :(
Para Daphne Sheldrick, meu sorriso mais especial e minhas reverências.
Aos quenianos que trabalham em prol desses animais...TUDO!
ORFANATO DA VIDA SELVAGEM
Um orfanato cuida dos animais que são encontrados – perdem as mães, sofrem ataques. Chegam feridos e são recuperados. As pessoas podem ficar ao lado de um guepardo porque é uma área de proteção ambiental do orfanato do Parque Nacional de Nairobi. Se fosse na natureza, homem nenhum teria a mínima chance com ele. É o animal mais rápido do planeta: alcança até 100 quilômetros por hora. Mas como eles estão tratando do animal dentro de um hospital, ele fica tranqüilo.
Um filhote de leopardo foi encontrado na savana, depois que a mãe foi morta. Os biólogos do orfanato trataram dele. Mas seu destino é permanecer sempre na área restrita, recebendo alimentação, porque nunca aprendeu a caçar como os outros leopardos.
Órfão também, um elefantinho faz parte de um time de futebol. No orfanato de elefantes do Parque Nacional de Nairobi, os cobertores são para proteger do frio. Eles tomam leite. É uma mistura de vitaminas. Os maiores chegam a tomar dez litros por vez.

Um dos filhotes que jogam bola foi encontrado pelos guarda-parques tentando mamar na mãe morta por caçadores. Foi levado para o orfanato e conseguiu sobreviver. Agora, está no time de futebol. Mas, como todo jogador iniciante, pisa na bola e cai.
"Eu e meu marido abrimos este orfanato há 30 anos. Resgatamos e criamos elefantes nesta creche: 80 sobreviveram, mas 40 morreram. Estavam muito mal, famintos e seriamente feridos. Dos 80 que se salvaram, 33 foram reintegrados e vivem em manadas na selva. Alguns já tiveram filhotes. E aqui, ainda bebês, já são famosos. Você pode ver como as pessoas gostam deles. Cada elefante tem uma historia especial. Elefantes são animais muito humanos, eles procuram e protegem os tratadores. Sabemos muito sobre a mente dos elefantes através desses órfãos, e o Quênia é o primeiro a criar elefantes africanos em cativeiro para depois soltá-los. São elefantes selvagens, mas sempre terão amor por pessoas que trataram deles. Eles reconhecerão uma pessoa 30 anos depois. Eu não reconheço alguém que encontrei ontem, mas os elefantes sim. Um dos elefantes estava com mais de 40 anos numa manada selvagem e viu três filhotes abandonados. E não é que ela fez questão de olhá-los? Ela também foi órfã e, quando viu um homem num grupo que resgatava os órfãos, soltou um grito de saudação e passou a tromba em volta do pescoço dele. Motivo? Foi ele quem a trouxe para nós, quando ela tinha 5 anos. Ficamos dois anos com ela aqui e ela voltou para a selva, mas não se esqueceu nunca daquele que salvou sua vida!", conta a diretora do Orfanato David Sheldrick, Daphne Sheldrick.
E lá se vai o tempo, felizmente, da matança de elefantes no Quênia. Monumentos marcam o lugar onde o presidente do Quênia, Daniel Arap Moi, queimou 12 toneladas de marfim e assinou a lei de proibição da caça no país em 1989.
Shidaa quer dizer confusão na língua nativa. Mas o rinoceronte, que cresceu no orfanato, parece um bicho de estimação. Órfão e maltratado, é cego de um olho. O jovem Shidaa virou símbolo de uma luta que ainda não foi vencida totalmente.
Um rinoceronte grande chega a medir cinco metros e pesar 2,5 toneladas. E pensar que um animal como este é morto pelos caçadores ilegais apenas para extrair o chifre, que chega a custar US$ 17 mil.
O chifre do rinoceronte é usado na China como afrodisíaco. Daí o valor comercial, que está contribuindo para diminuir muito a população desses animais. Nos últimos 30 anos, o número de rinocerontes negros caiu de 60 mil para menos de 6 mil em toda a África.
Mas, no Quênia, o futuro promete ser de paz na selva. O diretor do orfanato diz que quando leões, rinocerontes, elefantes são levados para o local estão ganhando uma segunda chance de vida. Ganham carinho, atenção, comida. E a maioria é preparada para voltar à vida selvagem. Como não falam, nós falamos por eles. E o que eles querem é respeito e liberdade!
(Matéria do site globo.com/globorepórter)
Eu também assisti e fiquei muito emocionada com a história de Indololo.
ResponderExcluirJá faz tempo que vi essa reportagem, e não esqueci do pobre elefantinho cego. Nossa! Como chorei e ainda choro hoje quando lembro.
ResponderExcluirEsta semana vi sobre outro anjo: Princess, a cadelinha sem pelos, encontrada abandonada aos 6 meses de vida, ainda arisca, recebe tratamento e ajuda para aprender a amar e receber carinho. ^^