'ESTOU APENAS ENTERRANDO AS IMPUREZAS E TOXINAS DA MINHA VIDA E DEIXANDO BROTAR UMA BELA E FRUTÍFERA ÁRVORE, E QUE SEJA DOCE' [Caio F]

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

A Outra Vida de Catherine M.


Então,eu encontrei no resumo do livro "A Outra Vida de Catherine M.", algumas respostas e uma parte ou tudo o que eu queria escrever hoje.



"Se não acreditamos em predestinação, temos que admitir então que
as circunstâncias de um encontro, que por comodidade atribuímos ao
acaso, são, na verdade, o resultado de uma incalculável sequên cia de
decisões tomadas em cada cruzamento de nossa vida e que, secretamente,
nos levaram até ele. Não que tenhamos buscado, nem mesmo
desejado, ainda que inconscientemente, todos os nossos encontros, até
mesmo os mais importantes. O que acontece é que cada um de nós age
como um artista ou um escritor que constrói sua obra numa sucessão
de escolhas. Um gesto ou uma palavra não determina inelutavelmente
o gesto ou a palavra seguinte; pelo contrário, coloca seu autor diante de
uma nova escolha. Um pintor que colocou uma pincelada de vermelho
pode escolher alongá-la, justapondo-lhe uma pincelada de roxo; pode
escolher fazê-la vibrar com uma pincelada de verde. No fi nal, por mais
que ele tenha trabalhado com uma certa ideia do quadro pronto na
cabeça, a soma de todas as decisões tomadas, sem que tenham sido
previstas, fará surgir um outro resultado. É assim que vamos conduzindo
nossa vida, num encadeamento de atos bem mais deliberados do
que estamos prontos a admitir — porque assumir claramente toda essa
responsabilidade seria um fardo muito pesado —, e que, no entanto,
nos colocam no caminho de pessoas em cuja direção não pensávamos
já estar nos dirigindo há tanto tempo. (...)"
Trechos:

"Por mais que tivesse conservado da minha
infância o hábito de sonhar acordada, minha imaginação conhecia
seu limite e jamais teria criado uma imagem ideal de homem para
que eu a projetasse nos traços de qualquer um que encontrasse."



"O álbum de imagens da nossa memória se organiza segundo
uma ordem, proporções e recorrências que muitas vezes nos
surpreendem, e às vezes são ambíguas em relação à narrativa que
construímos de nossa vida."



"Alguns anos antes, para me reconfortar, eu
havia copiado uma frase de Balzac: “Nada forja mais um caráter do
que uma dissimulação constante no seio da família.”

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